que é minha poesia? senão
uma proclamação pública dos meus desejos de amor
um desvendamento melancólico dos tesouros escondidos no homem
uma ida sem volta aos confins de mim mesmo
um descobrir-se constantemente por meio do verbo...
que é meu desejo? senão
o supremo impossível trajado ordinariamente
um amálgama irrefreável de contradições pulsantes
um coração arrítmico que chora e se pavoneia
diante deste palco de horrores e espetáculos...
que sou eu? senão
a vitória -ao acaso?- de algo além de mim
um grão de areia errante em meio ao deserto
uma flor que desabrocha lentamente
no porvir do tempo e das estações...
sábado, 3 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Tela plana
Se fôssemos mais transparentes
sinceramente idiotas
perguntaríamos, despretensiosos:
me diz,
que fazer neste dia úmido
cujas horas escuras
caminham de encontro ao dia?
me diz,
que faço com este coração
despreocupado e pulsante
carente por aventura e
fantasias?
me diz!
Ou cala-te.
guarda tuas palavras para as horas vivas
cujos assuntos não se encerram em tela plana
mas antes pairam inquietamente no ar
...
sinceramente idiotas
perguntaríamos, despretensiosos:
me diz,
que fazer neste dia úmido
cujas horas escuras
caminham de encontro ao dia?
me diz,
que faço com este coração
despreocupado e pulsante
carente por aventura e
fantasias?
me diz!
Ou cala-te.
guarda tuas palavras para as horas vivas
cujos assuntos não se encerram em tela plana
mas antes pairam inquietamente no ar
...
quinta-feira, 16 de julho de 2015
o título é sempre complicado
há pessoas que vestem
pele de rosas
e sob a face neutra proclamam
sua beleza
e sob o corpo frágil empunham
seus espinhos
13 07 15
pele de rosas
e sob a face neutra proclamam
sua beleza
e sob o corpo frágil empunham
seus espinhos
13 07 15
Em matéria de cozinha
não gosto muito de narizes empanados
prefiro arroz com feijão. mas devoro-os,
pois para além de matar a fome,
mata-se também a pretensão.
ser melhor por ter mais
ter mais por ser melhor.
- eis a lógica em que vivemos -
me pergunto: que faremos?
abrimos o coração?
dia-a-dia, diminuto
que sirva de lição:
pequenas, médias ou grandes,
o importante é SER ação.
um adeus, um bom dia, um olá
um querer, um poder, um viver
todas estas coisas pertencentes ao homem
contorcem-se e adormecem no campo de batalha..
e o homem morto já não tem mais fome
e a fome já não sorve o sentido
e o sentido já não tem mais sentido
e no relógio correm angústias.
e o coração, enfim, adormecido
caminha inelutável ao teu sono atemporal
e os dias correm apertados,
e os sonhos, secos, permanecem no varal.
Em matéria de cozinha
receita-se então o apelo
cuidado! nada mais nocivo
que narizes empanados.
16 07 15
prefiro arroz com feijão. mas devoro-os,
pois para além de matar a fome,
mata-se também a pretensão.
ser melhor por ter mais
ter mais por ser melhor.
- eis a lógica em que vivemos -
me pergunto: que faremos?
abrimos o coração?
dia-a-dia, diminuto
que sirva de lição:
pequenas, médias ou grandes,
o importante é SER ação.
um adeus, um bom dia, um olá
um querer, um poder, um viver
todas estas coisas pertencentes ao homem
contorcem-se e adormecem no campo de batalha..
e o homem morto já não tem mais fome
e a fome já não sorve o sentido
e o sentido já não tem mais sentido
e no relógio correm angústias.
e o coração, enfim, adormecido
caminha inelutável ao teu sono atemporal
e os dias correm apertados,
e os sonhos, secos, permanecem no varal.
Em matéria de cozinha
receita-se então o apelo
cuidado! nada mais nocivo
que narizes empanados.
16 07 15
quarta-feira, 1 de julho de 2015
A lua
A lua em sua plena beleza
desfila sob a rua acinzentada
decifra a linha, a sombra
a mensagem não ouvida.
Desliza por entre homens
e deles extrai as mais diversas opiniões
em seus corações ela retumba
mas apenas em alguns
navega e segreda seus mistérios
desfila sob a rua acinzentada
decifra a linha, a sombra
a mensagem não ouvida.
Desliza por entre homens
e deles extrai as mais diversas opiniões
em seus corações ela retumba
mas apenas em alguns
navega e segreda seus mistérios
sábado, 13 de junho de 2015
Um cabo de sentimento
Noite passada
navegando em pensares
um repelão da consciência
me indagou o porquê
eu e você
não termos acordados juntos
respondi-a em silêncio que
apesar do desfecho
insatisfatório
não era,
de todo,
ruim.
e sim,
por fim,
delicioso.
afinal, é por prazer que se vive
e
se não for por isso
que há de ser proveitoso.
a consciência,
encabeçada com a ideia
do dever ter compartilhado o crepúsculo
alfinetava o peito em sentido agudo
quase como se reclamasse
tua presença não consumada
logo percebi, de súbito
que querer-te perto assim
é puro querer sem sentido,
é armadilha,
não abrigo.
é posse,
não brigada.
navegando em pensares
um repelão da consciência
me indagou o porquê
eu e você
não termos acordados juntos
respondi-a em silêncio que
apesar do desfecho
insatisfatório
não era,
de todo,
ruim.
e sim,
por fim,
delicioso.
afinal, é por prazer que se vive
e
se não for por isso
que há de ser proveitoso.
a consciência,
encabeçada com a ideia
do dever ter compartilhado o crepúsculo
alfinetava o peito em sentido agudo
quase como se reclamasse
tua presença não consumada
logo percebi, de súbito
que querer-te perto assim
é puro querer sem sentido,
é armadilha,
não abrigo.
é posse,
não brigada.
13/06/15
sexta-feira, 12 de junho de 2015
poeminha instantâneo
-oi
oilá!
vem ela
emudece.
pensamento acresce: o..
deixa pra lá..
tchau!
vai, vai ela,
se foi,
que faço?
samba no sapato alheio
pensamento sofre: n..
deixa pra lá..
e assim permanece
entre pensar
dizer
e falar
e assim se esvanece
por medo
por dor
por ...
deixa pra lá..
oilá!
vem ela
emudece.
pensamento acresce: o..
deixa pra lá..
tchau!
vai, vai ela,
se foi,
que faço?
samba no sapato alheio
pensamento sofre: n..
deixa pra lá..
e assim permanece
entre pensar
dizer
e falar
e assim se esvanece
por medo
por dor
por ...
deixa pra lá..
Assinar:
Postagens (Atom)