domingo, 11 de setembro de 2011

Pleonasmo sentimental

E o que mais não seria o perdão, se não um produto sem justificativa pelo uso?
Isto é um fato real. De uns tempos para cá tenho vivenciado situações das quais nunca vivenciei, coisas que eu julgava fúteis agora vejo que não são tão quanto parecem.
Sua razão tirou de mim aquilo que parecia impossível de ser tirado. "Falar é fácil. fazer é difícil", para mim, nunca pareceu tão verdadeiro. Nunca havia achado alguém que parecesse tanto comigo como você, e com pesar -ou não- essa semelhança é a mesma que te destrói. Essa pessoa é pior que você naquilo que você faz de pior, e ainda sim você sente que ela não poderia ser melhor do que é. Engraçado não?
É, sádico por assim dizer. Fico inapto ao ver tal comportamento, é como se cada palavra tua proferida me destruísse por completo. E um sorriso, que outrora havia sido subjugado tão belo, agora não mente mais. Mas embora ao amanhecer do dia eu sinta que estou fazendo tudo de errado, e as escadas das quais eu subo para cima me levem para baixo, não posso deixar você ir. Não ainda. Eu poderia acabar, eu posso acabar. Mas preciso de um acabamento final.

Te odeio por me fazer te odiar tanto assim.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

mentira piedosa ou a verdade cruel?

Eis a questão:
Mentira seria, dizer que o que nos conforta é a verdade,
O que nos conforta, desculpe-me, é a hipocrisia
pois uma mentira é sim verdade -
se ninguem descobrir que ela já fora mentira.

Se é mentira então dizer que o que nos conforta é a verdade,
Seria verdade dizer que o que nos conforta é a mentira.
Mas se a hipocrisia é algo que me conforta:
Seria a hipocrisia, uma verdade?
Ou a verdade, uma hipocrisia?

O maior mentiroso é aquele que se diz sincero.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Saudade

Sempre julguei o amor tão utópico, tão abstrato.E eu, eu era concreto demais para ser abstrato. Eu era concreto demais para amar você. Ás vezes me pergunto em como as coisas poderiam ter sido diferentes; e em como nós poderiamos estar hoje. Mas a incerteza da dúvida me corrói, e é tão mais fácil apenas não pensar. Eu sempre optei pelo mais fácil.
Mas os dias se passaram, semanas, meses, anos. E com o tempo, fui aprendendo a ter você, quase que involuntariamente. E quando percebi, já tinha grande parte de você dentro de mim. E foi assim, que eu me apaixonei por você. E eu amava amar você. Eu amava ser quem eu era com você. Por você.
E a distância, que até então parecia um mero detalhe, se tornou tão grande. Assim como a diferença entre "ter" e "possuir" nunca havia se tornado tão dolorosa. E por mais que meu coração exigisse te ter, a razão me dizia para lhe deixar. Seria o melhor para mim. Seria o melhor para nós dois.
 Pela primeira vez, eu optei pelo melhor. Não pelo mais fácil.
Hoje, sinto sua falta. Sinto falta de ter você, sinto falta de quem eu era quando eu tinha você. Mas, não escrevo para você. Não escrevo para mim. Eu escrevo para nós, escrevo para o que fomos um dia. E o que em um dia, poderemos ser.


Obrigado por me fazer acreditar no amor,

Danilo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Complacência

Agora? Sou só mais um, dentre vários. Minha mente já está fadigada de pensamentos inúteis, e atos impensáveis..Sinto que o que me resta é desistir. Mas estou muito fraco para abrir mão, e muito forte para perder. Eu só quero reescrever todo o meu histórico, com linhas saltando, pulando fora, palavras desconexas e erros ortográficos.. Mas que cheguem a um final, que haja um desfecho nessa história. Pelo menos até aqui. Vivo nessa eterna complacência de que posso fazer algo mas não o faço, é uma sensação frustrante e nojenta, seguida de socos e revoltas. O pior sentimento não é o amor, não é o ódio, não é a raiva, não é a inveja..é a complacência. É o sentimento de que você pode fazer algo, mas você não o faz, você é um telespectador da sua própria desilusão, um tripulante de um barco que está prestes a naufragar, e você não tenta nem ao menos tirar a água...você apenas deixa, e é deixando que você morre afogado em um mar de falsas lágrimas.
  Seria hipocrisia pedir uma outra chance, até porque já foram tantas. Tenho que mudar, tenho que deixar de ser o tripulante e passar a ser o capitão do meu próprio barco. E é o que eu vou fazer, eu vou impedir que ele naufrague, vou me jogar ao mar, de braços abertos e cabeça erguida, e quando chegar a um ponto onde ninguím possa me atingir, vou alçar uma âncora e permanecer inerte lutando contra meu próprio eu.




  

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Regras.

É impressionante como o conhecimento nos aproxima dos valores e virtudes, e os mesmos nos conduzem a ética, que por sua vez, é inserido nas regras, regras essas que nos afastam do conhecimento.