Não te escrevo este poema
para que lembres de mim
escrevo-te para que esqueças
esqueças que te amei imensuravelmente
e que ainda te amo.
Não te escrevo este poema
por que estou morto de saudade
escrevo pois sei que o que me espera é a ausencia
e a única forma de sanar essa dor é indo até o fim.
Não te escrevo este poema
na esperança de que um dia voce o leia
escrevo para que tu nunca o visualizes
e permanecendo oculto lhe diga o que nunca consegui...
Não te escrevo este poema...
eu apenas o publico...
pois foi voce quem o escreveu em mim.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
natureza da realidade
Tu vivente de tudo que há
eu vivente daquilo que sou
trago comigo a lembrança secreta
daquilo que nos restou
Ando sozinho à sombra da rua
imaginando sua presença numa esquina qualquer
e de repente te vejo, meu coração dispara
mas espera: era uma outra mulher.
E quando te alcanço, por fim, não desejo
não desejo mais ver-te, tão somente.
pois o beijo que no fundo almejo
existe somente em minha mente
Na despedida lhe digo doído
um adeus, até logo, amigo.
no fundo eu queria levar-te comigo
no fundo eu queria levar-te comigo...
eu vivente daquilo que sou
trago comigo a lembrança secreta
daquilo que nos restou
Ando sozinho à sombra da rua
imaginando sua presença numa esquina qualquer
e de repente te vejo, meu coração dispara
mas espera: era uma outra mulher.
E quando te alcanço, por fim, não desejo
não desejo mais ver-te, tão somente.
pois o beijo que no fundo almejo
existe somente em minha mente
Na despedida lhe digo doído
um adeus, até logo, amigo.
no fundo eu queria levar-te comigo
no fundo eu queria levar-te comigo...
sexta-feira, 24 de março de 2017
Que magia é essa que te afoga
incauta, desmedida, afora
do tempo, de si, da dor, do agora
e te compõe em versos de inquietude?
Que corpo é esse que te aprisiona
entre o vão do desejo e da aurora
encontrarás finalmente liberdade
quando libertar-se do Eu, outrora?
Que palavras são essas que te compõe
serão súplicas de apelo ao implacável destino?
Que farás comigo, ó terra, quando em desatino
pôr-me a clamar por mais um pouquinho de amor?
Permitirás que eu volte, desfrutando
da brisa gostosa que em tuas vestes abracei
ou me dirás que nesse plano, a partir de agora,
retornarei ao menino que um dia deixei...
incauta, desmedida, afora
do tempo, de si, da dor, do agora
e te compõe em versos de inquietude?
Que corpo é esse que te aprisiona
entre o vão do desejo e da aurora
encontrarás finalmente liberdade
quando libertar-se do Eu, outrora?
Que palavras são essas que te compõe
serão súplicas de apelo ao implacável destino?
Que farás comigo, ó terra, quando em desatino
pôr-me a clamar por mais um pouquinho de amor?
Permitirás que eu volte, desfrutando
da brisa gostosa que em tuas vestes abracei
ou me dirás que nesse plano, a partir de agora,
retornarei ao menino que um dia deixei...
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Ei amigo,
preciso lhe dizer algumas verdades:
um dia você morrerá.
encontre-se com tua finitude.
cumprimente-a
respiras hoje como se fosse parar amanhã..
permita-se conhecer novos caminhos.
abra mão dos adornos
das máscaras habituais
dos luxos e dos lixos.
em meio a loucura,
conquiste a liberdade.
à frente da solidão
conhece-te a ti mesmo.
Voas longe!
não olhes para trás;
a terra é a tua casa.
tua casa é o teu lar
teu lar é a tua segurança,
a terra, a casa, o lar
são a sua vida.
preciso lhe dizer algumas verdades:
um dia você morrerá.
encontre-se com tua finitude.
cumprimente-a
respiras hoje como se fosse parar amanhã..
permita-se conhecer novos caminhos.
abra mão dos adornos
das máscaras habituais
dos luxos e dos lixos.
em meio a loucura,
conquiste a liberdade.
à frente da solidão
conhece-te a ti mesmo.
Voas longe!
não olhes para trás;
a terra é a tua casa.
tua casa é o teu lar
teu lar é a tua segurança,
a terra, a casa, o lar
são a sua vida.
A sua vida,
senha para outra vida.
O teu amor,
semente de luz e prosperidade.
Tenha, sempre que possível, olhar de criança..
Seja criança!
Não se esqueça de quem tu és.
Dance, pule, cante,
observe, procure, vá de encontro..
ao que beira o absurdo, o ridículo, o impossível -
seja o absurdo, o ridículo, o impossível..
o que os outros dizem
é o que eles dizem
o que voce pensa
é o que voce é.
Atente-se à natureza e à sua mensagem,
ela é velha e sábia
e mãe de todos nós.
Ouça os mais velhos,
mas
acima disso,
saiba criticá-los.
senha para outra vida.
O teu amor,
semente de luz e prosperidade.
Tenha, sempre que possível, olhar de criança..
Seja criança!
Não se esqueça de quem tu és.
Dance, pule, cante,
observe, procure, vá de encontro..
ao que beira o absurdo, o ridículo, o impossível -
seja o absurdo, o ridículo, o impossível..
o que os outros dizem
é o que eles dizem
o que voce pensa
é o que voce é.
Atente-se à natureza e à sua mensagem,
ela é velha e sábia
e mãe de todos nós.
Ouça os mais velhos,
mas
acima disso,
saiba criticá-los.
Meu amigo..olhe pro céu!
pise leve, ria alto, pense grande!
saiba por onde caminhas
mas
se não souber, ao menos,
respeite a grama que lhe acolhe.
por vezes, não penses tanto..
deixa-te levar pelo perigo
pelo momento
pelo fascínio
pela angústia
pela dor
de se ser
o que se é.
E, nessa busca infindável
Não trate de remediar o que o coração necessita
para crescer e
aprender com o tempo
as lições
que só dele pode extrair.
a vida é, de passo,
um luxo tão passageiro..
um quadro que se pinta
dia-a-dia
e se apaga,
a todo momento.
portanto viva!
e morres,
digno e solto
sem o receio de ter passado
despercebido
nessa viagem..
pise leve, ria alto, pense grande!
saiba por onde caminhas
mas
se não souber, ao menos,
respeite a grama que lhe acolhe.
por vezes, não penses tanto..
deixa-te levar pelo perigo
pelo momento
pelo fascínio
pela angústia
pela dor
de se ser
o que se é.
E, nessa busca infindável
Não trate de remediar o que o coração necessita
para crescer e
aprender com o tempo
as lições
que só dele pode extrair.
a vida é, de passo,
um luxo tão passageiro..
um quadro que se pinta
dia-a-dia
e se apaga,
a todo momento.
portanto viva!
e morres,
digno e solto
sem o receio de ter passado
despercebido
nessa viagem..
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
No aguardo
No aguardo da ida, nesse mar incessante do tempo,
clamo em letras,
o que o coração não aguenta ver.
Ou cala e remanesce;
ou aguenta e ressente.
Pois é simples estar vivo.
- e para alguns até mesmo viver -
mas para um poeta, cujas palavras são expressões da alma,
e as dores do mundo são nós presos na garganta,
a vida é tudo,
menos simples.
É fugidia, volátil
passageira, traquina
é sublime, é instante
é pura poesia...
(e a poesia meus amigos, nunca é simples).
clamo em letras,
o que o coração não aguenta ver.
Ou cala e remanesce;
ou aguenta e ressente.
Pois é simples estar vivo.
- e para alguns até mesmo viver -
mas para um poeta, cujas palavras são expressões da alma,
e as dores do mundo são nós presos na garganta,
a vida é tudo,
menos simples.
É fugidia, volátil
passageira, traquina
é sublime, é instante
é pura poesia...
(e a poesia meus amigos, nunca é simples).
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Se eu desaparecesse agora
haveria alguém a lamentar minha ausencia?
e se passassem dias, meses, anos..
insistiriam ainda em me lembrar?
Se eu não tivesse medo
haveria de escrever como o faço?
ou seria, apenas, como a árvore
que faz a que veio e não perde tempo com lamúrias...
As vezes basta ser.
Mas as vezes ser somente não basta...
E se eu não sentisse dor
apreciaria o sabor do café pela manhã?
olharia para o céu -
nada mais que constelações distantes..
E se eu tivesse todas as respostas do mundo
ainda assim acordaria com aquele estranho sentimento
que me paralisa frente a uma flor, ou a um gato qualquer.
Me pergunto com frequência
se na vida há algum sentido:
força que impulsiona o ato
a vencer o medo, o receio de ser livre..
Então me vejo diante de um sonho
naturalmente fugidio, enganosamente tátil..
e dentro dele, vez ou outra, sinto-me vago
inutilmente real..
impossivelmente certo.
haveria alguém a lamentar minha ausencia?
e se passassem dias, meses, anos..
insistiriam ainda em me lembrar?
Se eu não tivesse medo
haveria de escrever como o faço?
ou seria, apenas, como a árvore
que faz a que veio e não perde tempo com lamúrias...
As vezes basta ser.
Mas as vezes ser somente não basta...
E se eu não sentisse dor
apreciaria o sabor do café pela manhã?
olharia para o céu -
nada mais que constelações distantes..
E se eu tivesse todas as respostas do mundo
ainda assim acordaria com aquele estranho sentimento
que me paralisa frente a uma flor, ou a um gato qualquer.
Me pergunto com frequência
se na vida há algum sentido:
força que impulsiona o ato
a vencer o medo, o receio de ser livre..
Então me vejo diante de um sonho
naturalmente fugidio, enganosamente tátil..
e dentro dele, vez ou outra, sinto-me vago
inutilmente real..
impossivelmente certo.
Não sei
Se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos os corações das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe
braço que envolve
palavra que conforta
silêncio que respeita
alegria que contagia
lágrima que corre
olhar que sacia
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa
verdadeira e pura
enquanto durar.
Cora Coralina
Se a vida é curta
ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos os corações das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe
braço que envolve
palavra que conforta
silêncio que respeita
alegria que contagia
lágrima que corre
olhar que sacia
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa
verdadeira e pura
enquanto durar.
Cora Coralina
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